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 Falsos Mestres- Como identificar enganam o rebanho

Falsos Mestres- Como identificar enganam o rebanho

O apóstolo Paulo escreveu a Tito que pastores não devem apenas pregar fielmente, mas também “convencer os que o contradizem” (Tito 1.9). A ideia é muito simples. O ministério pastoral não é meramente de edificar, mas também de derrubar. Como Paulo disse em outro lugar, envolve derrubar toda especulação e altivez que se levante contra o conhecimento de Deus (2 Coríntios 10.5). Falhar em fazer isso é má-prática ministerial e algo perigoso para o povo de Deus.

Dada essa obrigação, se torna imperativo ser capaz de identificar falsos mestres quando eles aparecem. Às vezes o falso ensinamento surge de fora da igreja. Às vezes, de dentro. O Novo Testamento ensina que uma reposta mais rigorosa é devida quando ele surge de dentro. Assim, pastores fiéis precisam aprender a identificar e lidar com falsos mestres. Mas como fazemos isso?

A Bíblia sugere pelo menos seis características que normalmente identificam os falsos mestres. Nem todo falso mestre exibe todas essas características ao mesmo tempo, mas muitas vezes apresentam uma combinação de alguns desses traços.

1. Falsos mestres contradizem a sã doutrina

Mesmo no primeiro século, durante a vida dos apóstolos, havia um corpo doutrinário autoritativo que funcionava como regra de fé e prática. Judas chama isso de “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 3). Paulo chama de “sã doutrina segundo o evangelho da glória do Deus bendito” (1 Timóteo 1.10-11). Em outro lugar, é o “padrão das sãs palavras” e de “bom depósito” (2 Timóteo 1.13-14), as “palavras da fé” e “boa doutrina” (1 Timóteo 4.6). João chama de “a doutrina de Cristo” (2 João 9).

No primeiro século, a sã doutrina consistia no Antigo Testamento, além das palavras apostólicas que Cristo atribuiu aos apóstolos. A autoridade apostólica eventualmente era escrita, conforme os apóstolos começaram a morrer. Para nós, o padrão da sã doutrina – a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos – é a escritura, o Antigo e o Novo Testamento. O falso ensinamento, portanto, é qualquer ensinamento que foge dessa norma. Um falso mestre é qualquer um de dentro da igreja que se oponha ao que a Bíblia ensina (1 Timóteo 6.3; 2 João 9).

2. Falsos mestres promovem imoralidade

Judas nos mostra que falsos mestres muitas vezes se esgueiram na igreja e “transformam em libertinagem a graça de nosso Deus” (Judas 4). Libertinagem significa falta de restrição moral, especialmente na questão da conduta sexual. É uma total supressão das normas morais da escritura. É uma vida que permite comportamentos que a Bíblia condena. Pedro diz que tais mestres negam o Senhor Jesus ao perseguirem “suas práticas libertinas” (2 Pedro 2.2). Uma pessoa que não é dominada pela palavra de Deus é muitas vezes dominada por suas próprias paixões. Não há poucos charlatões que se infiltram nas igrejas com seu carisma apenas para se mostrarem aproveitadores sexuais do rebanho.

Alguns deles tentarão justificar sua própria imoralidade sexual ou a imoralidade dos outros. Mas muitas vezes não irão enfrentar com força os assaltos às normas morais da escritura. Isso é muito óbvio. Pelo contrário, eles irão redefinir os termos da Bíblia para que não mais os acusem de suas ações perversas. Aqueles que redefinem o ensinamento bíblico a respeito de casamento e sexualidade caem nessa categoria.

3. Falsos mestres diminuem a importância do pecado e do juízo

Esse é o traço dos falsos mestres que compartilham em comum com os antigos falsos profetas. Jeremias os descreve dessa forma:

"porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à ganância, e tanto o profeta como o sacerdote usam de falsidade. Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz." (Jeremias 6.13-14)

Falsos mestres caracteristicamente diminuem o pecado. Ao invés de chamar “as falhas” de pecado, eles simplesmente dizem “não há nada para ver, prossigam”. Os falsos mestres dizem aos pecadores, a quem Deus irá julgar, que eles não são tão ruins assim e que não há necessidade de temer o julgamento de Deus. Eles separam o amor e a graça de Deus de sua santidade. Eles dizem ao povo, que deveria ter toda a razão para temer o julgamento de Deus, que eles realmente não tem nada a temer. Eles fogem do confronto que a verdade traz e dizem aos pecadores qualquer coisa que seus ouvidos queiram ouvir (2 Timóteo 4.3-4).

4. Falsos mestres são motivados por ganância e ganho egoísta

Pedro diz que, em sua “avareza”, falsos mestres se aproveitam do povo de Deus com “palavras fictícias” (2 Pedro 2.3). De fato, o coração deles é “exercitado na avareza” (2 Pedro 2.14). Paulo diz que os falsos mestres supõe “que a piedade é fonte de lucro” (1 Timóteo 6.5). Pregadores que amam dinheiro e ganho material muitas vezes dirão o que for necessário para aumentar seu piso salarial. São mercenários, não seguindo o chamado de Deus, mas aquele que pagar mais. Irão abraçar qualquer novidade. Irão coçar onde quer que os pecadores desejem. Transformam o ministério em fonte de lucro porque são motivados por ganância. Tome cuidado com pastores que parecem ter apetite por ganho material. Essa é uma grande marca de um falso mestre.

5. Falsos mestres causam divisão

Falsos mestres irão tentar convencer o rebanho que a sã doutrina causa divisão. Mas isso é uma mentira. Esse é, na verdade, o falso ensinamento que busca dividir e conquistar o povo de Deus. Judas nos alerta a respeito deles dessa forma:

No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito. Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus (Judas 18-21)

Quem causa dissensão no meio do povo? Não aqueles que ensinam a sã doutrina. O povo de Cristo se une ao redor da verdade e se dividem por conta do erro. Falsos mestres são aqueles que levam o povo para longe do padrão da verdade divina em direção ao erro.

6. Falsos mestres enganam o rebanho

Jesus nos diz para nos acautelarmos “dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas” (Mateus 7.15). O falso mestre nunca aparece a nós com uma placa pendurada no pescoço onde se lê “sou um falso mestre”. O falso mestre aparece disfarçado de cristianismo. Ele possui a forma da piedade mas nega seu poder (2 Timóteo 3.5). Se o falso mestre aparenta e soa como cristão, então como saberemos se ele é um falso mestre? Jesus nos diz como podemos saber: “pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7.16). Em outras palavras, o que eles fazem muitas vezes diz mais sobre quem eles são do que o que dizem.




Tradução: Filipe Schulz em Reforma 21
Fonte: Denny Burk em seu site
O pastor ama as ovelhas. O mercenário ama o dinheiro.

O pastor ama as ovelhas. O mercenário ama o dinheiro.

Dois tipos de líderes na igreja do Senhor Jesus.

Eles são muito semelhantes. Ambos cuidam de ovelhas e podem ser remunerados por isso. A simples observação de seu trabalho cotidiano pode não ser suficiente para diferenciá-los, a não ser em momentos de crise.

O pastor ama as ovelhas. O mercenário ama o dinheiro. O pastor fará mais do que aquilo que dele se espera. O mercenário fará o mínimo possível. O bom pastor dará sua vida pelas ovelhas, se for preciso (João 10.11). O mercenário tomará a vida das ovelhas para se beneficiar.

É necessário que cada líder examine a si mesmo para reconhecer a qual grupo pertence. É importante que cada liderado reconheça o tipo do seu líder, pois isto terá consequências na vida de todos os envolvidos.

Jesus disse que o mercenário foge quando o lobo vem (João 10.12-13). Então, o predador despedaça, devora e dispersa o rebanho. O falso pastor não tem condições de defender a igreja.

O mercenário é um profissional do evangelho e só atende dentro do expediente combinado. O verdadeiro pastor também precisa de descanso e lazer, mas o falso vive para isso.

O pastor é digno do seu salário, mas o mercenário só se esforça para aumentar os seus ganhos materiais, oprimindo as ovelhas para que contribuam sempre mais e mais, mesmo com sacrifício pessoal e familiar. Os sacrifícios são válidos, desde que sejam voluntários, feitos por amor, e não por força de ameaças ou promessas ilusórias.

O mercenário é “movido a dinheiro”. Para alcançar seus objetivos financeiros, torce as Sagradas Escrituras, colocando o assunto monetário onde ele não existe. Para isso, mata a hermenêutica, esquece a ética e despreza outros temas que seriam imprescindíveis à saúde do rebanho.

Os verdadeiros pastores, que já provaram seu amor pelas ovelhas, são merecedores de honra. A igreja deve valorizá-los, amá-los, orar por eles e ser submissa dentro dos parâmetros bíblicos.

O questionamento de qualquer ministério é, quase sempre, repreendido pela frase: “Não toqueis nos ungidos do Senhor”. Então, verdadeiros e falsos abrigam-se sob o manto do texto bíblico (ICr.16.22). Mas o falso profeta e o mercenário nunca foram ungidos pelo Senhor. Existe também o caso dos ungidos que se desviaram do caminho, como ocorreu com Saul. De fato, não se pode sair por aí condenando as pessoas, pois corre-se o risco de cortar o trigo junto com o joio. Entretanto, precisamos identificá-los, para que não sejamos suas vítimas. Se não podemos condenar as pessoas, é certo e necessário que condenemos suas falsas doutrinas. Devemos também impedi-los de propagá-las, sempre que possível, como recomendou Paulo:

“Porque há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância” (Tito 1.10-11).

Jesus disse que deveríamos identificá-los:

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos”? (Mt.7.15-16).

Que frutos seriam esses? Atitudes, comportamentos, modo de vida, conforme a lista de requisitos que Paulo apresentou a Tito (1.5-8) e a Timóteo (ITm.3.1-13). Doutrinas estranhas podem ser a ponta do iceberg, mas é bom que se observe como o líder se comporta em relação ao sexo, dinheiro e poder. Por estas três coisas, muitos verdadeiros servos do Senhor caíram com os falsos na mesma vala, encontrando grande dificuldade para sair de lá e retomar seu ministério. A infidelidade conjugal, a ganância financeira, a arrogância e corrupção pelo poder político (ou eclesiástico) têm destruído muitas vidas.

Poderíamos identificar os falsos líderes por suas mensagens, mas isto não é simples. O falso pode repetir muitas verdades bíblicas, encobrindo a heresia por muito tempo. Então sua identificação pode ser difícil. A respeito deles, o apóstolo escreveu:

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita... Tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar; engodando as almas inconstantes, tendo um coração exercitado na ganância, filhos de maldição” (IIPd.3.1,2,3,14).

O modo de vida, portanto, pode ser um termômetro mais eficaz do que o discurso.

Existe algo muito importante que mercenários e verdadeiros pastores têm em comum: as ovelhas não lhes pertencem. O dono do rebanho é o Senhor Jesus, o Sumo-Pastor (IPd.5.1-4). Quando ele voltar, exigirá a prestação de contas daqueles que cuidaram de sua igreja (Heb.13.17). Ele perguntará pelas ovelhas maltratadas, feridas, esquecidas, desgarradas e perdidas (Ez.34.10). São aquelas que deixaram a congregação porque não foram socorridas; não foram amadas. Outras tantas se perderam por motivos diversos, mas não foram procuradas nem resgatadas.

Aqueles que são fiéis no cuidado das ovelhas serão honrados pelo Senhor. Seu galardão está reservado nos céus, onde ninguém poderá tomá-lo. Aqueles que serviram com fidelidade, apascentando os cordeiros do Pai, ainda que com dor e lágrimas, serão recompensados na glória celestial.




Fonte: Anísio Renato de Andrade em seu blog
Astrologia -JESUS, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo!

Astrologia -JESUS, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo!

O que a Bíblia fala sobre a astrologia?

A Bíblia ensina que a astrologia é não somente uma atividade inútil (sem valor), mas algo tão mau que sua simples presença indica que o juízo de Deus já ocorreu (Atos 7.42-43). Tanto como filosofia ou como prática, a astrologia rejeita a verdade relativa ao Deus vivo, e em seu lugar conduz as pessoas a objetos mortos, como os astros e planetas. Assim como a Bíblia ridiculariza os ídolos, também o faz com os astrólogos e suas práticas (Isaías 47.13).

Entretanto, isto não tem evitado que a maioria dos astrólogos declare que a Bíblia apóia favoravelmente a astrologia. Jeff Mayo, fundador da Escola Mayo de Astrologia, declara que "a Bíblia está cheia de referências astrológicas". Joseph Goodavage, autor de Astrology: The Space Age Science (Astrologia: A Ciência da Era Espacial) e Write Your Own Horoscope (Escreva Seu Próprio Horóscopo), declara que "a Bíblia está cheia da" filosofia da astrologia.[1]
Os astrólogos "justificam" tais afirmações da mesma maneira que muitas seitas citam a Bíblia como evidência de seus próprios ensinamentos falsos e anti-bíblicos. Eles distorcem as Escrituras até ensinarem algo contrário à Bíblia.[2] Qualquer passagem bíblica que refute tais ensinos é simplesmente ignorada, mal interpretada, ou eliminada. Pode-se provar que todo texto bíblico citado pelos astrólogos para provar que a Bíblia apóia a astrologia foi mal interpretado ou mal aplicado.[3] Assim como a água e o óleo não se misturam, a Bíblia e a astrologia são totalmente incompatíveis. Alguns não-cristãos também admitem que existe "um abismo ideológico permanente entre ambas as crenças".[4]
Historicamente o cristianismo tem-se oposto à astrologia por três razões bíblicas. Primeiro, a Bíblia explicitamente rejeita a astrologia como uma prática inútil (sem valor). Uma prova disso está em Isaías 47.13-14, onde Deus afirma: "Ja estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se pois, agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; nenhuma brasa restará para se aquentarem, nem fogo para que diante dele se assentem." Aqui vemos que, em primeiro lugar, Deus condena o conselho dos astrólogos babilônicos. Em segundo lugar, Deus disse que suas predições baseadas no movimento dos astros não os salvariam do juízo divino que se aproximava. Finalmente, Deus disse que o conselho dos astrólogos não era inútil somente para os outros, mas que nem os salvaria a eles mesmos (Deuteronômio 4.19; 17.1-5; 18.9-11; 2 Reis 17.16; 23.5; Jeremias 8.2; 19.13; Ezequiel 8.16; Amós 5.26-27).
A segunda razão bíblica pela qual o cristianismo tem-se oposto à astrologia é porque Deus proíbe as práticas ocultas. Basicamente, a astrologia é uma adivinhação. Esta é definida pelo Webster’s New Collegiate Dictionary (1961) como "o ato ou prática de prever ou predizer atos futuros ou descobrir conhecimento oculto". No Webster’s New World Dictionary (1962), a astrologia é definida como "a arte ou prática de tentar predizer o futuro ou o conhecimento por meios ocultos". Por ser uma arte ocultista, Deus condena a adivinhação como mal e como uma abominação para Ele, dizendo que ela leva ao contato com maus espíritos chamados de demônios. (Deuteronômio 18.9-13; 1 Coríntios 10.20).
Finalmente, a Bíblia repudia a astrologia por levar as pessoas à terrível transferência de sua lealdade ao infinito Deus do Universo para as coisas que Ele criou. É como dar todo o crédito, honra e glória às magníficas obras de arte, esquecendo completamente o grande artista que as produziu. Nenhum astrólogo, vivo ou morto, daria às pinturas de Rembrandt ou Picasso o mérito que corresponde aos autores, mas eles o fazem rotineiramente com Deus. Entretanto, Deus é infinitamente mais digno de honra que os homens, pois é Ele quem fez "os céus e a terra" e em Suas mãos está a vida de todos os homens (Gênesis 1.1; Daniel 5.22-23).

O que têm provado os testes de validade dos signos zodiacais (por exemplo, se você é de Peixes, Áries ou Leão)?

A astrologia diz que o signo zodiacal de uma pessoa tem grande importância para determinar a totalidade de seu caráter. A análise de um pesquisador do conteúdo da literatura astrológica revela 2.375 adjetivos específicos para os doze signos zodiacais. Cada signo foi descrito por uns 200 adjetivos (por exemplo, "Leão" é forte, dominante, rude – um líder nato; "Touro" é indeciso, tímido, inseguro – não é líder). Nesse teste, mil pessoas foram examinadas segundo 33 variáveis, incluindo o atrativo físico, a capacidade de liderança, os traços de personalidade, as crenças sociais e religiosas, etc. A conclusão foi que este teste falhou em provar qualquer predição astrológica: "Todos os nossos resultados podem ser atribuídos ao acaso."[5]
Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio, ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuaram casados porque seus signos demonstraram ser "compatíveis"? E os que tinham um signo "incompatível" se divorciaram? O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. Este teste demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos "compatíveis" casaram e se divorciaram com a mesma freqüência do que os nascidos sob signos "incompatíveis".[6]
Os astrólogos alegam que os cientistas e os políticos são favorecidos por um ou outro signo zodiacal. Ou seja, que há uma suposta conexão entre o signo de uma pessoa e suas possibilidades de êxito numa determinada profissão. Ao investigar esse tema, John McGervy comparou a data de nascimento de 16.634 cientistas e 6.475 políticos e não encontrou correlação que substanciasse as afirmações dos astrólogos. Não pode haver dúvida de que a distribuição de signos nestas duas atividades foi tão aleatória quanto entre o público em geral.[7]
Concluindo, a evidência científica atual mostra que não é válida a afirmação dos astrólogos de que seu signo influi em sua vida.
Bíblia e Ciência

Conclusão

Enquanto a "luz dos astros" tem trazido dúvida e divisão entre os próprios astrólogos, e incerteza e frustração para o povo que anda sem direção, JESUS, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo, apresenta-se como a verdadeira Luz do Mundo e declara que aqueles que O seguirem não mais andarão em trevas; mas terão a luz da vida (João 8.12).
Aos que estão buscando direção para suas vidas, Jesus convida: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.28-30).
Na Bíblia, a Palavra de Deus, encontramos revelações claras de que nossas vidas estão nas mãos de Deus. Davi revela-nos no Salmo 139 que Deus tudo conhece e que não podemos fugir da presença dEle em hipótese alguma. Daniel, o profeta, declara ao rei Belsazar: "...Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos..." (Daniel 5.23).
Nossas vidas e nossos caminhos estão nas mãos de Deus! Que consolo e descanso é sabermos que nossas vidas estão nas mãos desse Deus amoroso! Para os babilônios, todavia, que se deixavam guiar pelos astros, não foi assim, conforme lemos em Isaías 47.13-15.
Diante de nós está a escolha a ser feita: saber o que dizem os astros a meu respeito, ou saber qual a vontade de Deus para a minha vida. Convém recordarmos as palavras do apóstolo Paulo na sua Carta aos Romanos: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (capítulo 12.2). (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br)

Laodicéia do Século 21? Ensinos da igreja pós-moderna !

Laodicéia do Século 21? Ensinos da igreja pós-moderna !


“...haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4.3).
Parece que cada geração tem sua própria apostasia específica e, em alguns casos, até mesmo depois de um avivamento espiritual. A igreja do século 20 começou numa batalha pelos fundamentos da fé cristã. Durante aquele período, os evangélicos (i.e., cristãos da atualidade que crêem na Bíblia e que se constituem de fundamentalistas, separatistas e outros apaixonados amantes da Bíblia) experimentaram um crescimento sem precedentes. Mas então, muitos dos principais seminários começaram a se comprometer, fazendo concessões à filosofia pós-moderna do humanismo secular de nível superior. De 1920 a 1935, muitos líderes fundaram escolas cristãs, institutos bíblicos e seminários que geraram fiéis expositores da Bíblia e igrejas evangelizadoras que ganhavam almas para Cristo em todo o mundo. Infelizmente, vários jovens educadores ingressaram nas universidades seculares a fim de obter seu grau de PhD. Depois de se graduarem, tornaram-se professores de seminário no encargo de ensinar os candidatos ao ministério pastoral a pregarem as Escrituras, sendo que eles mesmos nunca tinham exercido o pastorado, nem haviam se dedicado à pregação. Uma das máximas essenciais do processo educacional é a de que “não se pode partilhar aquilo que não se possui”. O que se verifica com freqüência, nos dias atuais, é que pastores jovens se formam nos seminários, todavia conhecem muito pouco sobre a pregação expositiva, sobre as doutrinas fundamentais, sobre a evangelização e nem mesmo possuem as ferramentas necessárias para atuarem como pastores. Hoje em dia, é comum ver pastores, recém-formados num seminário, assumirem o ministério pastoral de uma igreja, sem nunca terem sido alunos de um professor de seminário que realmente tenha exercido o pastorado de uma igreja.
Além disso, a lavagem cerebral de nossos filhos feita dentro das escolas públicas pelos humanistas seculares, desde a pré-escola até o ensino superior (especialmente nos cursos de pós-graduação) tem produzido uma geração pós-moderna que é avessa aos absolutos morais, ao Evangelho que é o único caminho de salvação e à autoridade da Palavra de Deus. Muitos jovens que estudaram em faculdades cristãs já foram influenciados por essa moderna filosofia secular [N. do T.: Nos Estados Unidos há instituições de ensino fundamental, médio e superior que são mantidas por denominações e entidades evangélicas, cuja proposta de ensino e orientação educacional baseia-se em princípios bíblicos cristãos]. Até mesmo em algumas escolas cristãs de ensino fundamental e médio, é possível encontrar professores com formação acadêmica de orientação humanista, que propõem o ensino de uma filosofia secular dentro de um ambiente cristão. É espantoso verificar o grau de desconhecimento da Bíblia que a maioria dos calouros demonstra ao entrar numa faculdade cristã. O único antídoto para aqueles que sofreram essa lavagem cerebral humanista por muitos anos é uma genuína conversão a Cristo, acrescida de um tempo investido no estudo minucioso da Palavra de Deus.
A secularização da educação cristã fez com que muitos pastores jovens e sinceros se tornassem vulneráveis aos ensinos da igreja pós-moderna, ou como [seus membros] preferem se designar, “Igreja Emergente.
A secularização da educação cristã fez com que muitos pastores jovens e sinceros se tornassem vulneráveis aos ensinos da igreja pós-moderna, ou como [seus membros] preferem se designar, “Igreja Emergente”. Esse movimento bebe da essência do antinomianismo, uma filosofia na qual os adeptos questionam mais a Bíblia e os fundamentos da fé do que o ensino e a influência anticristãs de sua formação educacional secular. Eles contam com o apoio de Hollywood, da mídia esquerdista e da música “heavy beat” que transmite mensagens antibíblicas num apelo às emoções, enquanto a mente é deixada de lado. Tal música pode, muitas vezes, apelar aos impulsos da carne e já invadiu as igrejas, onde muitos líderes eclesiásticos alegam que ela lhes presta um auxílio no processo de “crescimento da igreja”, tentando provar, com isso, que estão no “caminho certo”.
Entre os falsos ensinos que brotam da Igreja Emergente encontra-se uma forma não tão sutil de ataque à autoridade da Bíblia – um claro sinal de apostasia. Eles não mais afirmam: “Assim diz o Senhor” (apesar do uso dessa expressão por mais de duas mil vezes na Bíblia), por temerem que isso ofenda aquelas pessoas que apregoam a igualdade de todas as opiniões quanto ao seu valor. A Palavra de Deus não é mais interpretada por aquilo que realmente diz; em vez disso, é interpretada por aquilo que diz para você, desconsiderando, assim, o fato de que a formação educacional e a experiência de vida de uma pessoa podem influenciar a maneira pela qual ela interpreta as Escrituras, a ponto de levá-la irrefletidamente a um significado nunca planejado por Deus para aquele texto.
Alguns dão a entender que Jesus foi um “bom homem, até mesmo um bom exemplo, mas Deus?”. Disso eles não têm certeza. Outros relutam em chegar a tal ponto de questionamento, porque se Jesus não é Deus que “se fez carne”, então não temos um Salvador. Entretanto, há outros da Igreja Emergente que põem em dúvida o milagre da concepção virginal de Cristo, Sua morte substitutiva e expiatória, Sua ressurreição corporal e, obviamente, questionam mais de mil profecias bíblicas, tanto as que já se cumpriram, quanto as que ainda estão por se cumprir, as quais descrevem o maravilhoso plano de Deus para o nosso futuro eterno. Uma indicação da situação em que eles realmente se encontram é evidenciada pelas declarações de um dos seus principais líderes (que é chamado de evangélico), “apesar dele agrupar a série de livros Deixados Para Trás na mesma categoria de O Código DaVinci”.[1] Uma afirmação dessas, vinda de um dos líderes da Igreja Emergente, revela o grau de confusão ou de dolo a que eles de fato chegaram. Ou ele está confuso (iludido) quanto às mentiras gnósticas ocultistas que dominam o enredo de O Códico Da Vinci, ou rejeita, intencionalmente, a interpretação literal da Bíblia que é o fundamento da série Deixados Para Trás, baseada no livro de Apocalipse. Não temos nenhuma dúvida ao afirmar que os líderes da “Igreja Emergente” não crêem no arrebatamento pré-tribulacionista, porque não aceitam a divina inspiração e autoridade da Bíblia.
Os mestres pós-modernos que se denominam “evangélicos”, embora neguem a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 3), são bem rápidos em falar o que eles e outros filósofos heréticos pensam, porém, raramente dizem o que Deus deixou registrado por escrito em Sua biblioteca de sessenta e seis livros, a Bíblia. Eu, particularmente, creio que eles, na verdade, são hereges, apóstatas e lobos “disfarçados em ovelhas”. Devido ao fato do cristianismo liberal ter caído no vácuo do descrédito e das igrejas liberais terem ficado vazias, eles agora fazem uma tentativa de re-empacotar sua teologia sob a forma de pós-modernismo. Na realidade, a maior parte desses conceitos não passa daquilo que costumava ser chamado de modernismo ou liberalismo, ainda que expressos com uma terminologia pós-moderna.
É difícil obter deles informações quanto ao que realmente crêem, mas eles sabem, muito bem, que não crêem nos fundamentos da fé bíblica. Já é hora de chamarmos a atenção das igrejas para o fato de que tais pessoas são hereges e falsos mestres que“não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça” (2 Tessalonicenses 2.12), tal como Judas escreveu nos versículos 17 e 18 de sua epístola: “Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões”.
Bíblia e Ciência
A mensagem do Espírito Santo dirigida à igreja de Laodicéia se enquadra perfeitamente à realidade deles: “Ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus. Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3.14-22).
Minha expectativa de que a verdadeira igreja evangélica assumisse sua posição “em alto e bom som” contra essa nova forma pós-moderna de apostasia, concretizou-se, recentemente, num simpósio de nosso Pré-Trib Study Group [Grupo de Pesquisas Pré-Tribulacionistas], ocorrido no final de 2006. Foram proferidas várias palestras excelentes que expuseram os erros desse novo movimento. Quase que simultaneamente recebi um exemplar do periódicoThe Master’s Seminary Journal [Jornal do Seminário Master’s] que também desmascarava esse movimento através de artigos escritos pelo Dr. John MacArthur e pelo Dr. Richard Mayhue, dentre outros articulistas. Em seguida, chegaram informações de que o Dr. John MacArthur está escrevendo um livro sobre o assunto. Certamente será uma obra completa, de modo que nos ajudará a confrontar essa heresia moderna pelas Escrituras, tal como somos expressamente orientados a fazer nestes últimos dias (i.e., “[provar] os espíritos se procedem de Deus”, 1 João 4.1). Pastores inexperientes e mal alicerçados na Palavra de Deus estão sendo influenciados por essa forma atual de apostasia. Se tais pastores, porventura, comprarem essas idéias nitidamente heréticas, levarão suas igrejas ao desvio da verdade, através de falsos ensinamentos. Se líderes cristãos proeminentes e bem conhecidos não se opuserem abertamente a essa distorção apóstata, é muito provável que se cumpram, negativamente, as palavras desta profecia: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18.8).
Ao procurar uma igreja para sua família, certifique-se de avaliá-la pela importância que dá à Palavra de Deus. Você se lembra daqueles judeus “de Beréia”? Eles pesquisavam diariamente nas Escrituras para saber se os ensinamentos de Paulo e Silas eram legítimos e coerentes:“Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11). (Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)
Deus sonha os meus sonhos ? A resposta é Não!

Deus sonha os meus sonhos ? A resposta é Não!


Você Pergunta: Hoje em dia se fala muito sobre sonhos de Deus. Minha pergunta é: em que parte da Bíblia fala que Deus sonha?
Se Deus determina, manda, faz acontecer a Sua vontade, onde entra o sonho? Deus não precisa sonhar nada, nem fantasiar uma situação ou aspirar uma realidade futura, pois Ele apenas faz acontecer toda a Sua vontade, soberana e irrevogavelmente, no tempo certo e determinado por Ele. Alguém que tem todo o domínio do universo em Suas mãos, todo o poder, precisa sonhar o quê? “Efésios 1.11 – nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade…
Nos últimos anos tenho observado que existe uma idéia propagada no meio evangélico que se refere aos “sonhos de Deus”.
Talvez este texto se torne extenso pela necessidade de se expor algumas verdades.
Começamos a analisar sobre o que é um sonho e suas formas de ser.
Deus sonha os meus sonhos ? A resposta é Não!Do ponto de vista Neurológico: É a prova real de atividade cerebral enquanto um ser humano dorme. No inicio de seus estudos, Sigmund Freud (pai da psicanálise) utilizava-se de uma técnica chamada hipnose para perscrutar as causas raiz dos problemas de seus pacientes. Com o passar do tempo, aprimorando as técnicas de averiguação, esta técnica foi descartada, pois Freud observou que os sonhos dos seus pacientes eram uma forma mais eficaz de se chegar há algumas conclusões sobre cada caso. Ele conclui que os sonhos são uma porta de acesso do inconsciente para o consciente.
Em um primeiro momento já descartamos uma das possibilidades de o todo poderoso sonhar.
Ele não dorme! ... ”é certo que não dormita e nem dorme o guarda de Israel” (Sl 121.4)
Se o Senhor não dorme, então não sonha.
Do ponto de vista humano: Existe aquele sonho que chamamos de desejo, algo que almejamos muito e por vezes é impossível de ser realizado. Mas há também aquele sonho que com muita luta e esforço poderá ser realizado. Muitos de nós homens sonhadores (e é assim que devemos ser) nos pegamos sonhando acordados.
Mas será possível aplicar esta realidade ao Deus Criador? Aquele que tudo sabe? Tudo vê? Tudo pode?
Deus sonha os meus sonhos ? A resposta é Não!
A resposta é Não! Em todos os textos bíblicos em que fala da vontade do Senhor para o homem, em nenhum momento está se refere a um sonho.
...”Bem sei que tudo podes e nenhum de seus planos (e não sonhos) pode ser frustrado” (Jó 42.2)
...“Porque eu bem sei os pensamentos (e não sonhos) que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperai” (Jeremias 29.11)
...“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei (não sonhei), para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”. (João 15.16).
- Notas entre parênteses inseridas pelo autor.
 Deus sonha os meus sonhos ? A resposta é Não!
Queridos leitores, escrevo este texto para dizer que é um erro grave dizer que Deus tem um sonho para alguém. Nas igrejas tem se cantado, tem sido pregado sobre “os sonhos de Deus” lamento informar que esta idéia não passa em um crivo teológico partindo-se de uma exegese bem feita.

Alguém pode perguntar agora, e eu? Como fico?

Acalme-se! Deus não tem sonhos para você! Mas têm planos, pensamentos, propósitos, designos, e projetos como vimos nos textos acima o que é bem diferente de um “sonho”.

Concluindo: A figura “sonho” é de porte humano e não podem ser aplicados a Deus.
Ajudo-os ainda dizendo que existe um termo teológico que poderia dar a entender que dizer que “Deus Sonha” é uma forma poética de se expressar. O termo é “Antropomorfismo”, mas já lhes digo que não se aplica ao todo poderoso criador quando traz o sentido de degradação.
Antropomorfismo é uma forma de pensamento que atribui características ou aspectos humanos a Deus e só se aplica quando o Senhor é exaltado. Quando dizemos que ele sonha certamente não estamos dando o devido tratamento.
Portanto sugiro que os ministros de hoje revejam os seus conceitos e parem com essa discrepância. Cante e pregue de acordo com o que diz as sagradas letras.
Pensamento:
“Os sonhos de Deus jamais vão morrer por que jamais vão nascer, não existem!”
Assim sendo, Deus não sonha, pois todos os propósitos de Deus são realidade antes mesmo de acontecerem. Tudo está debaixo de Seu domínio!
Deus sonha os meus sonhos ? A resposta é Não!
Fonte: [ Sociedade Calvinista ]
teologia da prosperidade Satanás é o fundador

teologia da prosperidade Satanás é o fundador

 teologia da prosperidade Satanás é o fundador
Vi na internet uma frase de A. W. Tozer que dizia o seguinte: “O Diabo é melhor teólogo do que qualquer um de nós, mas continua sendo Diabo.” Gostei tanto do dito que passei um bom período refletindo sobre ele. Um pensamento foi puxando outro até que eu relacionasse com o episódio da tentação de Jesus, onde Satanás usou a Bíblia para pô-lo a prova. Naquela ocasião fica realmente claro que o inimigo de nossas almas é conhecedor das Escrituras, e que a manipula segundo a sua conveniência. Aliás, distorcer e seduzir faz parte de seu ofício e desde o Éden sabemos disso.

Nos dias atuais, não há maior distorção bíblica do que a Teologia da Prosperidade que vem se alastrando através do crescimento do neopentecostalismo. Kenneth Hagin, tido como o pai de tal teologia, também conhecida pela alcunha de “Confissão Positiva”, na verdade plagiou Essek W. Kenyon, que décadas antes havia escrito e divulgado boa parte do que Hagin divulgou para o mundo. Todavia, observando os ensinamentos e a abordagem dos pastores da prosperidade, vemos que muito se assemelham a atuação diabólica presente no Deserto da Judeia.

Aos adeptos da Confissão Positiva: ficar doente, desempregado, ter problemas familiares ou de qualquer outra natureza são resultantes da falta de fé. Esta fé deve ser provada. O jeito melhor de se provar a sua fé é através de uma contribuição financeira. Quanto mais se doa (em cash), mais abençoado (próspero) se é. E se as coisas não saíram do jeito que você gostaria, é porque você não teve fé suficiente, ou seja, você não deu a quantidade de dinheiro que deveria dar.

A barganha descrita no parágrafo acima é a mesma que Satanás usou com Jesus. Isso faz dele o referencial teórico, ou melhor dizendo, fundador da Teologia da Prosperidade. Vejamos a forma com que ele abordou Cristo:

Usando o relato do Evangelho de Lucas 4:1-13, analisemos que Jesus foi impelido pelo Espírito a ser tentado e num momento de debilidade física após 40 dias de Jejum o Diabo se aproxima sutilmente e diz: “Se és o Filho de Deus, manda esta pedra transformar-se em pão.” Ora, é sabido que Jesus estava com fome e que sua natureza humana ansiava por comida. A primeira proposta satânica é a de satisfazer os nossos desejos carnais. A nossa vontade terrena clama por ser alimentada e é isso que Satanás propõe. Em seu discurso, põe em cheque a debilidade de Cristo com a sua filiação: Como pode o Filho de Deus passar por tal situação?

De igual modo, assisti pela televisão um pregador dizer que por sermos filhos devemos exigir os nossos direitos e não ficar mendigando benção. E sinto informar-lhes que foram exatamente essas as palavras usadas: exijam seus direitos. No deserto Cristo não se deixou levar por tal argumento. Muitos evangélicos acham que devem se sobressair. Boa parte quer ver Deus “tirar do ímpio” para então lhe honrar com um carro, uma casa ou uma vaga de emprego. Mas a Bíblia diz que o sol nasce para todos e a chuva cai para justos e injustos (Mt 5:45) e que não somos privilegiados, pois éramos como os outros, merecedores da ira (Ef 2:3).

Jesus sabia qual era a sua missão e não faria um milagre em benefício próprio. Ele esvaziou-se de si (Fl 2:7) por amor e obediência ao Pai e não negaria o propósito de sua encarnação. Por isso responde: “Não só de pão viverá o homem.” Fiquemos atentos de que não só das coisas materiais consiste a vida. Se esperarmos em Cristo só nessa vida somos mais que miseráveis (1 Co 15:19). Não adianta ganhar o mundo e em troca perder nossa alma (Mc 8:36). Ajuntemos, pois, tesouros no Céu e busquemos com prioridade o Reino de Deus (Mt 6: 19 e 33) . Confiemos na provisão do Pai, assim como Cristo confiou.

Continuando a sua investida maléfica, Satanás mostra os reinos do mundo e oferece caso Jesus o adore. O Messias diante de todo o esplendor sabia muito bem que, como disse o teólogo Abraham Kuyper, não há um centímetro quadrado do Universo que o Senhor não declare seu. Essa barganha é típica do Inimigo e não pertence a Deus. Por isso que a pregação “toma lá da cá” é herética e obscura. Deus age por graça e misericórdia, quem faz trocas é o Demônio.

Os judeus aguardavam um messias político que governaria universalmente subjugando todos os povos. A segunda tentação usava essa falsa exegese das promessas veterotestamentárias e assediava a Jesus a ter a glória e a aceitação dos homens. Cristo, devotado só ao Pai retruca citando a Lei: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e somente a ele servirás.” Louvado seja o Senhor, digno de honra pelo que é e não somente pelo que nos faz. Já nos alertava Flavel: “Todo homem ama as bênçãos de Deus, mas um santo ama o Deus das bênçãos.”

Nas duas respostas que Cristo deu ao nosso adversário usou as Escrituras, para ser mais preciso o livro de Deuteronômio (8:3 e 6:13). Satanás ousa guerrear com a “mesma arma” e usa o Salmo 91. Em que consiste o elemento da terceira tentação? Exacerbação da fé. O ato de Jesus se lançar do Templo para que os anjos viessem ao seu favor ao invés de glorificar a Deus O coagiria. O Diabo com isso queria simplesmente que o Filho desafiasse o Pai.

Quantos e quantos irmãos não estão por aí colocando “Deus contra a parede” querendo que Ele realize um conveniente milagre? As igrejas neopentecostais estão cheias disso. Gente que sobe no púlpito e decreta, declara, determina e diz que se Deus é Deus mesmo ele tem que fazer e ponto. Afinal, quem é servo e quem é senhor? Jesus sabia de sua condição servil e não inverteu a ordem. Seu papel seria obedecer e não ordenar e novamente citando Deuteronômio (6:16) põe literalmente o diabo pra correr.

A guisa de conclusão enfatizo que a Teologia da Prosperidade é anátema. Pois prega um Evangelho distorcido da doutrina dos apóstolos e se assemelha muito mais com a metodologia de Lúcifer. Finalizo com a provocação de um escritor inglês chamado Roger L’estrange: “Aquele que serve a Deus por dinheiro servirá ao diabo por salário melhor.” Aqui me disperso. Graça e Paz.

Igreja da Maconha” querem tirar seu líder da cadeia Em nome da erva

Igreja da Maconha” querem tirar seu líder da cadeia Em nome da erva




Na “Igreja da Maconha”, uma Bíblia exibe a erva, considerada sagrada pelos rastafáris

Em nome da Erva

Playboy acompanhou a vigília pela libertação de Ras Geraldinho, fundador da primeira igreja rastafári do Brasil, em Americana (SP). Ele está preso desde agosto de 2012, quando a polícia encontrou 37 pés de maconha no local
 Quase 4 da manhã. Acordo com o barulho de um pequeno grupo de homens, uns seis ou sete jovens, falando sobre seu grande feito da noite. Talvez o frio da madrugada e a posição desconfortável no sofá tenham favorecido meu despertar, mas a animação deles é de fato grande.

“A gente foi até o hotel do [Marcelo] D2 e entregou uma bandeira da Igreja pra ele”, me conta um gordinho com os olhos vermelhos. “Depois, lá no show, o D2 a pendurou na mesa do DJ. Ela saiu em todas as fotos!” O sujeito repete a história um bocado de vezes, aparentemente alheio aos meus comentários, que variam entre “que legal” e “nossa, que legal”.

Deus é Jah

Estamos em Americana, a 127 quilômetros de São Paulo, na Primeira Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil, igreja fundada em 2011 e adepta do chamado movimento rastafári.

Surgida nos anos 1930 na Jamaica, a seita messiânica sustenta que a maconha é sagrada, Deus é Jah, os etíopes são o povo escolhido e o ex-imperador da Etiópia Hailé Selassié (ou Ras Tafari, nome que usava antes de sua coroação), morto em 1975, era Jesus Cristo reencarnado.

O líder rastafári antes da prisão, no alto, e a preparação de um cigarro da “erva sagrada” 

O que faço aqui?

Fui escalada para cobrir a “vigília pela libertação de Ras Geraldinho”, designação religiosa de Geraldo Antonio Baptista. Ele é o fundador e o líder da Igreja da Maconha, como ficou conhecida nacionalmente. Está preso desde 14 de agosto de 2012, quando a guarda municipal encontrou 37 pés de maconha na chácara onde fica a Primeira Niubingui.

Aos 53 anos, o ex-produtor de vídeo cumpre pena, em regime fechado, na Penitenciária de Iperó, também no interior paulista. Em maio de 2013, foi condenado a 14 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Organizada pela namorada de Geraldo, a “cuidadora de idosos” Marlene Martim, 51, e pelo filho dela, Samir, 25, “fotógrafo, mas atualmente agricultor”, a vigília foi divulgada no Facebook e rapidamente angariou simpatizantes.

Dias antes do evento, a rede social me mostrava que mais de 3 mil internautas haviam sido convidados e os confirmados já beiravam os 300. Por isso, minha expectativa era grande, assim como a pretensão do encontro: articular um movimento nacional para jogar luz sobre a prisão e a condenação “injustas” de Ras Geraldinho.

Babilônia e capitalismo

A preparação de um cigarro da “erva sagrada” 

Dezessete de agosto de 2013, sábado. Quase 1 da tarde. Chego à igreja, no bairro de Praia dos Namorados. Ela fica no fundo de um terreno de 1.000 metros quadrados. Ocupa um espaço anexo à casa em que Geraldo morava e onde mora Samir. O portão está aberto. Entro e logo sou recebida por uma simpática Marlene, que avisa à queima-roupa: “Você sabe que vigília é a privação do sono, né?” Dou um sorriso amarelo, mais por estar verde de fome do que por qualquer outra coisa.

O encontro religioso está previsto para começar às 4h20 da tarde e terminar no mesmo horário no domingo. “É uma hora que o pessoal curte muito”, diz ela. O motivo: 20/4 é o Dia da Maconha; nos Estados Unidos, a data é grafada 4/20 – essa é apenas uma das explicações para a história. Papo vai, papo vem, Marlene cai na minha graça ao informar que o almoço está sendo preparado.

Na cozinha, cerca de 20 pessoas batem papo enquanto esperam pela refeição. A maioria são homens que se dizem universitários e com pinta de classe média. Tem gente de São Paulo, do interior (Jundiaí, Campinas e Salto, entre outras cidades), do Rio de Janeiro. Em dado momento, a conversa envereda pelo uso medicinal da cânabis.

Ras Geraldinho, Buda, Jesus Cristo, um preto velho, Merlin (sobre o altar) e Bob Marley: “Livre exercício dos cultos religiosos” 

“E aquele vídeo que a menina na cadeira de rodas fala que só a maconha consegue aliviar a dor dela?”; “E aquele que mostra que óleo de haxixe pode curar câncer de pele?” Até que o campineiro Renato, um desempregado que veste uma camiseta com o rosto de Bob Marley, traz à tona “os problemas da Babilônia e do capitalismo”.

Todos seguem sua deixa. “Pra que o mundo tá desenvolvendo iPhone 5, coisas assim, se tem muitos morrendo de fome?”, questiona um rapaz que diz ser estudante de direito da USP (Universidade de São Paulo) e tem no rosto reluzentes óculos Ray-Ban. Eis que um inconfundível aroma, vindo de outra parte da chácara, tira Renato do prumo. “Esse cheirinho tá me provocando. Acho que vou pegar o meu lá no carro…”, diz, rindo.

A poucos metros de nós, Marlene abandona o fogão e caminha até uma espécie de altar sobre o qual estão uma imagem de Jesus, um Buda, um preto velho, o mago Merlin e uma foto do Geraldo. Ela acende duas velas e um incenso. Em meio ao clima de descontração, parece ser a única focada no real objetivo da vigília. Agora são quase 2h30.

O almoço logo é servido: arroz integral, salada e omelete de queijo.

Liberdade religiosa

Longe dali, a defesa de Geraldo tenta tirá-lo da prisão. “Estamos aguardando o julgamento de uma apelação no Tribunal de Justiça de São Paulo”, explica o advogado Alexandre Khuri Miguel. Numa outra frente, em abril deste ano o servidor Mauro Chaiben entrou com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça.

Chaiben trabalha no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e se ofereceu para ajudar o líder rastafári. “É um trabalho ‘por caridade’”, diz, “pois essa é uma situação que entendo como injusta.” O cargo que ocupa o impede de advogar, mas ele explica que “a Constituição garante que qualquer cidadão pode impetrar um habeas corpus”.

Jovem lê a “Oração de Consagração”: a vigília, além de produzir muita fumaça, teve momentos de reflexão e prece

Uma das principais críticas de Miguel à decisão do juiz Eugênio Augusto Clementi Júnior é “seu tom preconceituoso”. “Ela saiu exatamente no dia da abolição da escravatura, 13 de maio, condenando um seguidor de uma religião negra. Não é tão coincidência assim”, afirma. Mais: segundo Chaiben, o magistrado “aplicou uma pena alta sem apontar os fundamentos”.

O promotor do caso, Clóvis Siqueira, é taxativo ao falar sobre a igreja: “O local era destinado ao consumo da maconha e frequentado por viciados que chegavam a pagar 10 reais para entrar. Tratava-se de um evidente ‘self-service’ da droga”. A existência da taxa ensejou a acusação de tráfico.

Marlene, apontada como tesoureira da igreja, pondera: “Era uma contribuição para manter o espaço, mas a maioria das pessoas não deixava esse valor”. Geraldo, conta a namorada, sentia-se amparado pelo inciso VI do artigo 5º da Constituição Federal, que garante a “liberdade de consciência e de crença” e “o livre exercício dos cultos religiosos”.

Siqueira rebate: “O livre exercício de cultos religiosos, assim como as demais liberdades públicas, não possuem grau absoluto, não sendo possível a qualquer religião atos atentatórios à lei, sob pena de responsabilidade civil e criminal”.

“Faz dois anos que eu, a cada 15 dias, frequento a Primeira Niubingui. Se houvesse tráfico, jamais teria vindo aqui, pois isso seria contra meus princípios profissionais”, diz por sua vez uma advogada que pede para ter seu nome preservado. “Acho que o Poder Judiciário entendeu a história de uma forma totalmente equivocada. A sentença não tem fundamentação alguma”.

Moradora de Itatiba, a 72 quilômetros de Americana, ela é uma das pessoas que testemunharam, em juízo, em favor de Geraldo.

Roda esfumaçada

Quase 4 da tarde. Começa a ser organizada a abertura da vigília. Chegou mais gente. Pelos meus cálculos, agora somos cerca de 30. Numa área aberta, próxima à cozinha, Samir dispõe tapetes e almofadas pelo chão e pede que o pessoal se acomode formando uma roda. Já sentados, jovens apertam seus baseados calmamente, mas são instruídos a aguardar, “para que todos acendam juntos”.

Cada um de nós recebe uma folha com um texto intitulado “Oração de Consagração”. O relógio marca 4h20. Os cigarros são acesos e começam a rodar no sentido anti-horário. A instrução é para mentalizar a figura de Ras Geraldinho.

Marlene chora, fecha os olhos e sussurra algo ininteligível. Uma jarra de água é colocada no centro do círculo. É a salvação daqueles que tossem como se estivessem nas últimas. Quando os baseados se reduzem a pontas, o ambiente é tomado por uma voz que lembra a do Cid Moreira. Emanando de um aparelho de som, ela narra a “Oração da Consagração”.

Marlene, na área onde havia os pés de maconha 

O trecho mais curioso me parece este: “Pelo símbolo Esotérico das Asas Divinas, estou em vibração harmoniosa com as correntes universais da Sabedoria, do Poder e da Alegria”. Tenho a impressão de que a maior parte da turma está dispersa (um rapaz, visivelmente entediado, mexe no celular). Culpa, talvez, dos efeitos da “erva sagrada”, que já se manifestam em alguns – e se prolongam em outros.

Assim que a prece termina, somos convidados a conhecer o tabernáculo, numa salinha à nossa esquerda.

De Mujica a Lady Gaga

Começa a anoitecer quando algumas pessoas se reúnem ao redor de uma fogueira. Perto dela, músicos amadores mostram seu… ok, talento. Surpreendentemente tocam por 37 minutos antes de introduzir Queimando Tudo, hino do Planet Hemp. Durante o “show”, Rodrigo, universitário de São Caetano do Sul, encontra uma brecha para perguntar quando será feita a reunião para definir os próximos passos do movimento pela libertação de Geraldinho.

É ele mesmo quem responde, sem esconder certo desapontamento: “Acho que o papo sério vai ficar para mais tarde”. Enquanto isso, uma garota lança mão de um aplicativo no celular que permite identificar as estrelas e outra publica no Facebook fotos do fogaréu. São quase 10 da noite. Metade daquelas 30 pessoas já se foi.

O falatório acerca da “relação de 10 mil anos entre o homem e a maconha” provocou uma epidemia de sono. Marlene vai descansar em uma das camas da chácara. Uma carioca especula sobre a vida no Brasil caso a cânabis fosse legalizada: “Imagina a primeira Marcha da Maconha com ela legal? Vai ser a festa da maconha!” Risadas. Fumaça.

O descontraído “luau” 

Uma hora e meia mais tarde, um pequeno grupo se movimenta para deixar a igreja. “A gente vai ao show do D2 que tá rolando na cidade. Tá a fim, Brunna?”, me pergunta Júnior Áli, 33 anos, vice-presidente da Primeira Niubingui. Prefiro ficar. Estou cansada e com sono. Não, não fumei nada. Mas, talvez, tenha ficado “louca” por tabela.

Faço um esforço hercúleo para manter os olhos e os ouvidos abertos.

“Cara, não é possível que o capitalismo vá continuar aí até todo mundo se matar”, teoriza um rapaz. “Acho que a gente vai ver o fim da proibição das drogas. E não vai demorar muito. [José] Mujica [presidente do Uruguai] é o cara”, diz outro.

Em meio a opiniões diversas sobre assuntos aleatórios, Rodrigo me pergunta se gosto de Lady Gaga. É o momento de eu ir descansar um pouco.

Não existe tempo ruim

No domingo de manhã, o que atrai a atenção das cerca de dez pessoas que restam na chácara é uma pequena muda de maconha. Júnior me mostra onde fica a concentração do THC, princípio ativo da erva. Faltando poucas horas para o fim da vigília, o grupo liga um notebook à TV, posta sobre o altar.

No YouTube, um vídeo vai ao encontro das teorias ali levantadas em relação ao poder medicinal da maconha. Todos se deleitam. Ao filme segue o manifesto dos Visionários do Caminho, movimento liderado pelo ativista norteamericano Garret John que “pretende unir todos os ‘visionários’ do mundo”.

The Wayseer Manifesto - Visionários do Caminho - Legendado




Durante a exibição, um dos rapazes ao lado dispara: “Olha aí, somos nós”. Restam poucos minutos para as 4h20. Os presentes se sentam em círculo. Marlene, emocionada, agradece o apoio. Um jovem chamado Fernando pede a palavra: “Vamos deixar o cérebro fluir nessa consagração da erva para termos ideias para o aniversário do Geraldo, em 30 de setembro”.

Ele toca um sino, e o ritual começa. Do rádio vem uma música daquelas que reproduzem sons da natureza (cachoeira, periquito…). Passa um tempinho, Marlene se levanta. Chorando, abraça um por um. A música já é outra: Tempos de Flor, da banda Mato Seco. O refrão gruda na minha cabeça: “Estamos salvos pelo Pai e não existe tempo ruim”.

Fonte: Veja

2 Pedro 2

1No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.


Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.

Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda.

Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo.
Insolentes e arrogantes, tais homens não têm medo de difamar os seres celestiais;

Ele não poupou o mundo antigo quando trouxe o Dilúvio sobre aquele povo ímpio, mas preservou Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas.

Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios;

mas livrou Ló, homem justo, que se afligia com o procedimento libertino dos que não tinham princípios morais

(pois, vivendo entre eles, todos os dias aquele justo se atormentava em sua alma justa por causa das maldades que via e ouvia).

Vemos, portanto, que o Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o dia do juízo,

10 especialmente os que seguem os desejos impuros da carne e desprezam a autoridade.

11 
contudo, nem os anjos, embora sendo maiores em força e poder, fazem acusações injuriosas contra aqueles seres na presença do Senhor.

12 Mas eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção!

13 
Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês.